Lilith, a Sombra e a Chave para o Seu Poder Interior
- Gulsah Meza

- 25 de out. de 2025
- 3 min de leitura

Respiração...
Lilith... esse nome... ressoa com você, não é? Talvez como um sussurro vindo das brumas do tempo, ou o eco distante de uma estrela fraca em seu próprio céu interior. Você já deve ter encontrado essa energia antes... em histórias antigas, em um mapa astral, ou talvez... apenas talvez... nos recessos inexplorados do seu próprio ser.
Imagine por um momento... uma mulher original, vibrante com uma força bruta e indomável. Uma mulher que recusa a submissão, não por capricho, mas por uma profunda fidelidade à sua própria natureza essencial. Ela escolhe o exílio em vez do compromisso que a extinguiria. Uma figura poderosa, muitas vezes temida, até demonizada... porque ela incorpora aquilo que escapa ao controle, aquilo que é livre . Você consegue sentir esse poder, não consegue? Aquela chama de independência feroz... E então, há aquele ponto no céu... a Lua Negra, Lilith. Não um planeta, não... um espaço. Um lar, um pico. Um lugar de atração magnética, muitas vezes inconsciente. Onde nossos desejos profundos, nossos instintos primitivos, nossas recusas, nossas feridas de exclusão se aninham. É aquele lugar dentro de nós que diz não às expectativas, que anseia por uma autenticidade radical, às vezes perturbadora para o mundo... e para nós mesmos. Você reconhece essa área, talvez... esse sentimento de não pertencer exatamente, ou de esconder uma verdade que é intensa demais...
Agora... pense naquela parte de você... aquela que você está menos disposto a mostrar. Aquela que guarda seus medos, sim, mas também seus desejos não reconhecidos, sua raiva justificada, seu poder criativo bruto, sua sexualidade instintiva. Carl Jung a chamou de Sombra. Não algo ruim a ser erradicado, mas uma parte integrante da sua totalidade. Uma fonte incrível de energia, muitas vezes deixada no escuro... por medo, por hábito, por ignorância. E talvez você esteja começando a perceber... como Lilith, a figura mítica, e Lilith, o ponto astrológico, são como rostos... mensageiros... daquela Sombra dentro de você. Elas personificam aquela força feminina primordial, aquela parte de nós que se recusa a ser diminuída, aquela sede de verdade e liberdade que foi reprimida, julgada, exilada nas profundezas de nossa psique.
Alguns podem pensar que devemos lutar contra essa Sombra, domar essa Lilith interior. Mas... e se o caminho fosse diferente? E se o verdadeiro poder não residisse na luta, mas na aceitação? Imagine... imagine só... o que aconteceria se você começasse a dialogar com essa parte de você. Sem julgamento. Apenas ouça. Pois ignorar Lilith é deixar uma imensa força vital adormecida. É recusar uma chave essencial, aquela que pode abrir a porta para o seu pleno potencial. Integrá-la não é se tornar "mau" ou "destrutivo". É reivindicar seu poder completo. É ousar ser inteiro. É transformar a ferida do exílio em uma força de afirmação. É extrair dessa escuridão aveludada criatividade e vitalidade renovadas.
Permita-se, por um instante... fechar os olhos, talvez... e sentir... onde, no seu corpo, na sua energia, vibra esse chamado de autenticidade crua? Qual é a cor, a textura, o som da sua própria Lilith interior pedindo para ser reconhecida, não para assumir o controle, mas para contribuir para o seu equilíbrio, para a sua força?
A integração é uma jornada... um processo delicado e poderoso. Cada passo nessa exploração da Sombra, cada reconhecimento da sua Lilith interior, é um passo em direção a uma versão mais completa, mais autêntica e mais poderosa de si mesmo. O caminho para o eu muitas vezes passa por essas áreas sombrias que escolhemos iluminar suavemente... com curiosidade e coragem. Talvez... seja simplesmente a hora... de começar a ouvir com mais atenção o que essa parte sua tem a sussurrar... Que sabedoria ancestral e nova força você pode descobrir... bem aí, dentro de você?




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